quarta-feira, 3 de abril de 2013

Arcada



A Avenida Central, verdadeiro centro cívico de Braga, resulta de um dos “campos” mandados abrir por D. Diogo de Sousa, junto das portas da muralha. O Campo de Santana devia o seu nome a uma capela mandada construir pelo prelado no centro da praça, junto do qual mandou colocar um conjunto de miliários e outros vestígios romanos. Esta capela foi demolida em 1769.

O nome "Arcada" deve-se ao conjunto de arcos ali existentes, erguidos por iniciativa de de D. Diogo de Sousa. Era aqui, desde fins do século XVI, que eram comercializados os géneros que abasteciam a cidade. A Arcada nasceu a partir de um alpendre que servia de apoio aos mercadores que visitavam a cidade e nos finais do século XIX passou a ter dois pisos, tendo ainda havia total reformulação dos arcos.

Em 1757 o padre Ângelo de Siqueira, missionário natural do Brasil (então fazendo parte do reino de Portugal), esteve em Braga a fazer pregações. Escolheu como local a Arcada, tendo aí colocado uma estampa da Nossa Senhora da Lapa. Lá pregava, rezava o terço e cantava. Era tal a fé do povo que o arcebispo de Braga D. Gaspar de Bragança autorizou que a capela se construísse.

As obras iniciaram-se em 9 de Setembro de 1761. A capela foi benzida em 7 de Setembro de 1764. A torre sineira só foi erigida em 1761.

A autoria do projecto é atribuída a André Soares.

Entre 1761 e 1904 denominou-se largo da Lapa e, entre 1904 e 1910, largo Hintze Ribeiro. Finalmente, com a implantação da República Portuguesa (1910),a praça recebeu a atual designação.

O espaço foi transformado em jardim público em meados do século XIX, tendo as obras do atual edifício da arcada, com projeto do engenheiro municipal Joaquim Pereira da Cruz, sido concluídas em 1885.

Hoje é um local central, apelativo, animado por múltiplos cafés e uma nova praça fechada ao trânsito e repleta de fontes e jardins.